Recentemente, surgiram preocupações sérias sobre as condições em lares de idosos nos Estados Unidos, após a morte de Pearlene Darby, uma professora aposentada. Em 2020, Darby foi internada com graves feridas e infecções, vindo a falecer duas semanas depois. A sua família processou o lar onde estava, alegando que ela foi negligenciada, sendo deixada em suas próprias fezes e urina repetidamente. O caso, que foi resolvido fora dos tribunais, destaca a má gestão nos lares, incluindo os da empresa de cuidados e do fundo imobiliário que detinha a propriedade.
Os lares de cuidado geriátrico, especialmente em situações de crise, apresentam deficiências alarmantes. Durante o período da pandemia, as normas e a escassez de pessoal tornaram-se ainda mais agudas, levando a uma maior incidência de erros e negligência no atendimento. De acordo com investigações da comunicação social americana, muitos lares têm dificuldade em manter as mínimas normas de qualidade de atendimento devido à pressão financeira proveniente dos arrendamentos que pagam a fundos de investimento imobiliário (REITs).
Os REITs, que são responsáveis pela gestão e operação de uma vasta quantidade de propriedades de cuidado, frequentemente interferem na seleção de gestão e na operação, mesmo quando estão cientes das violações. O laudo judicial refere que, em casos anteriores, foram atribuídos danos punitivos a REITs pela morte de idosos em lares, sublinhando a responsabilidade não só dos operadores dos lares, mas também dos proprietários.
A situação de Pearlene Darby é emblemática e rival outras vítimas de descuidos semelhantes, como Shirley Adams, que também faleceu devido a ferimentos não tratados em um centro de reabilitação. Os familiares desses idosos questionam como é possível que, mesmo depois de processos judiciais e grandes indemnizações, as instituições continuem a operar sem garantir o devido cuidado aos seus residentes.
Conforme foi reportado, um fundo imobiliário e a gestão do lar onde Darby residia negaram qualquer responsabilidade pela sua morte. No entanto, evidências e relatórios de inspecção revelam uma realidade sombria: horas a fio sem cuidados adequados e violações constantes das normas de saúde que deveriam proteger estes idosos.


