Os casos de gripe dispararam 72% numa única semana no Luxemburgo, passando de 36 para 62 infecções confirmadas. A subida contrasta com a evolução da COVID-19, que continua a recuar, embora a presença do coronavírus nas águas residuais tenha aumentado. Os dados constam do relatório epidemiológico divulgado esta quinta-feira, 5 de Novembro, pela Direcção da Saúde, relativo ao período entre 26 de Outubro e 1 de Novembro de 2026.
Apesar do aumento expressivo, as autoridades sanitárias esclarecem que a circulação da gripe permanece relativamente baixa, com valores semelhantes aos registados em anos anteriores nesta altura do Outono. A gripe A representa 97% dos casos em que foi identificado o tipo de vírus, enquanto a gripe B corresponde aos restantes 3%. As próximas semanas permitirão perceber se esta subida marca o início de uma vaga de gripe sazonal ou se constitui apenas uma oscilação temporária.
A COVID-19 apresenta uma evolução diferente. O número de casos positivos diminuiu 11%, passando de 91 para 81 infecções confirmadas. Contudo, a concentração do SARS-CoV-2 nas águas residuais aumentou, sinalizando uma evolução que merece acompanhamento. Segundo os dados de sequenciação disponíveis, a variante XFG continua a ser predominante, representando 49,4% das amostras analisadas, seguida da variante RW.1, com 20,8%.
Quanto ao vírus respiratório sincicial (RSV), os números permanecem reduzidos, apesar da subida de dois para cinco casos numa semana. De acordo com o Governo do Luxemburgo, a vigilância das infecções respiratórias continuará a acompanhar a evolução dos três vírus. A monitorização das águas residuais, realizada através da plataforma MicrObs, constitui um instrumento complementar para detectar alterações na circulação do coronavírus, incluindo entre pessoas que não realizam testes.



