No âmbito do projeto de construção do novo edifício do Centro Hospitalar de Luxemburgo (CHL) a situação do moinho de vento, que se encontra inscrito no inventário adicional de Monumentos Históricos desde 11 de dezembro de 2002, foi colocada em discussão. Segundo informações feitas públicas pelo governo, a necessidade de um grande hall de urgências e de um espaço para ambulâncias levou à decisão de demolir o moinho.
Tendo em consideração o avanço das obras, os ministérios envolvidos continuaram a dialogar com o objetivo de encontrar soluções que conciliem as exigências da saúde pública com a preservação do património. Após várias discussões, foi encontrada uma solução que contempla a reconstrução da torre do moinho de vento nas proximidades do seu local original, destacando a sua importância como testemunho da história industrial da região.
Os custos associados a esta operação — que inclui a desconstrução, o armazenamento e a reconstrução — serão suportados pelo CHL, conforme foi declarado. A decisão de reconstruir parte do moinho resulta de uma análise dos requisitos funcionais necessários à organização dos serviços de urgência, que, como confirmaram as autoridades competentes, indicam a necessidade de utilizar plenamente o espaço, compreendendo a área atualmente ocupada pelo moinho.
O projeto de lei aprovado em 15 de julho de 2022 confirmou a participação do Estado no financiamento da construção do novo edifício do CHL. Assim, na intenção de conciliar o respeito pelo patrimônio com as exigências funcionais do hospital, foi criado um grupo técnico interministerial, envolvendo representantes do CHL, do Ministério da Saúde e da Segurança Social, do Ministério da Cultura, bem como do Instituto Nacional para o Património Arquitectónico (INPA).
Através deste esforço colaborativo, foi realizado um estudo que visou identificar partes do moinho que pudessem ser cuidadosamente desconstruídas e posteriormente reconstruídas. Em outubro de 2025, com base nos resultados desse estudo, foi tomada a decisão de desconstruir o edifício com o cuidado necessário, garantindo o armazenamento seguro dos elementos até à sua reconstrução futura.
A localização da nova torre do moinho está prevista para um terreno pertencente ao CHL, junto ao cruzamento do Val Fleuri com a estrada de Arlon, estando prevista a conclusão das obras até ao segundo semestre de 2029. Essa opção foi considerada a única tecnicamente viável e permitirá manter um forte vínculo histórico com o local original.
Adicionalmente, o projeto prevê uma valorização deste patrimônio, uma vez que o novo local, situado nas proximidades de uma futura linha de tramway, permitirá uma maior visibilidade ao moinho. Serão feitos esforços para incluir sinalética educativa e iniciativas que destaquem a importância deste elemento na história do desenvolvimento industrial do Grão-Ducado, incluindo a possibilidade de reconstituição das asas do moinho.
Por último, para viabilizar esta solução, o ministro da Cultura autorizou a remoção do moinho do inventário adicional dos monumentos nacionais, dado que o projeto em questão sublinha a importância de considerar os desafios patrimoniais desde a fase de planeamento das iniciativas.


