Uma coroa dourada ornamentada com fios de pérolas e decorada com motivos de dragão, fénix e leão tornou-se uma das maiores atracções do património arqueológico chinês, depois de ter recebido mais de 270 mil visitantes ao longo dos três anos em que tem estado em exposição. A peça, de execução requintada e detalhes minuciosos, é considerada a primeira do seu género alguma vez encontrada no Planalto Tibetano, o que lhe confere um valor histórico excepcional.
A coroa foi desenterrada em 2019 no túmulo de Quangou, em Wulan, na província de Qinghai, um sítio funerário com pinturas murais associado ao período da dinastia Tang e do reino de Tubo. De acordo com a agência China News Service, trata-se do primeiro exemplar deste tipo de insígnia régia identificado no Planalto Tibetano referente àquela época, um achado que ajudou a lançar nova luz sobre a história e a cultura da região naquele tempo.
Além do seu significado histórico, a peça destaca-se por ser o primeiro objecto do género a ser integralmente restaurado na China. O trabalho de recuperação permitiu devolver à coroa o esplendor original, evidenciando a perícia artesanal das dinastias antigas. Os fios de pérolas suspensos, característicos das coroas cerimoniais, e os ornamentos de dragão, fénix e leão continuam a cativar os visitantes, que se detêm a observar cada pormenor e procuram informação adicional sobre a origem e o simbolismo do objecto.
O sítio onde a coroa foi descoberta foi distinguido como uma das dez maiores descobertas arqueológicas da China em 2019, um reconhecimento que confirma a relevância do achado para o estudo do passado. A forte afluência de público à exposição reflecte o crescente interesse pela herança cultural e sublinha a importância de preservar e tornar acessíveis às novas gerações os artefactos que testemunham o esplendor de épocas remotas.


