A prevenção de resíduos de embalagens e a utilização mais responsável dos recursos ganham novo fôlego no Luxemburgo. No início de agosto foi assinado o sexto acordo ambiental, que reafirma o compromisso de reduzir o desperdício desde a origem. O documento une o ministério do Ambiente, do Clima e da Biodiversidade, a Valorlux e a Luxembourg Confederation em torno de um objectivo comum: travar a produção de lixo antes que ele exista.
No centro do pacto está uma iniciativa que já entrou no quotidiano. Lançado em 2004, o ECO-Sac tornou-se um símbolo da mudança nos hábitos de consumo do país. Os números explicam porquê. Desde a sua criação, foram evitados cerca de 1,9 mil milhões de sacos plásticos de uso único — o equivalente a mais de 13.000 toneladas de plástico poupadas e a 29 milhões de litros de petróleo que nunca chegaram a ser consumidos.
O novo acordo pretende dar continuidade a esse percurso. Entre as prioridades está o reforço do uso dos ECO-Sacs e das Superbags, mas também algo mais difícil de medir: fazer da reutilização um gesto automático. A maioria dos consumidores ainda adquire entre um e cinco ECO-Sacs por ano. Ainda assim, as campanhas de sensibilização parecem estar a surtir efeito. Em 2025, as vendas destes sacos recuaram 10%, sinal de que os comportamentos começam, devagar, a mudar.
Há ainda um capítulo virado para o futuro. O acordo prevê novas acções dirigidas à redução dos resíduos de embalagens e à promoção da economia circular, com medidas pensadas tanto para os consumidores como para as empresas. A intenção passa por acompanhar quem procura consumir de forma mais sustentável e, ao mesmo tempo, preservar os recursos naturais.
Com este sexto acordo ambiental, o ministério do Ambiente, do Clima e da Biodiversidade, a Valorlux e a Luxembourg Confederation comprometem-se a manter a cooperação e a aprofundar medidas concretas de redução do desperdício, protecção do ambiente e uso mais racional dos recursos, segundo o Governo do Luxemburgo.


