O Luxemburgo vai investir 50 milhões de euros na protecção das florestas tropicais entre 2026 e 2030 e disponibilizar mais dois milhões de euros para fundos ambientais das Nações Unidas em 2026. Os compromissos foram anunciados durante a COP17 sobre a biodiversidade, realizada em Erevan, na Arménia. Segundo o Governo do Luxemburgo, a conferência reuniu 13.486 delegados de 186 países, numa altura em que os esforços internacionais para travar a destruição da natureza continuam abaixo das metas estabelecidas para 2030.
O ministro do Ambiente, do Clima e da Biodiversidade, Serge Wilmes, participou nos trabalhos e anunciou que o Luxemburgo acolherá a componente financeira da iniciativa Tropical Forest Forever Facility (TFFF), através do Fundo de Investimento para as Florestas Tropicais (TFIF). O país apoiará também a plataforma Rio Changemakers, baseada em inteligência artificial, que procura atrair investimentos para projectos ambientais. A nível nacional, está a ser finalizado o primeiro Plano Nacional de Financiamento da Biodiversidade, que inclui a identificação de subsídios prejudiciais à natureza. Estas medidas integram a estratégia internacional Climate Nexus para 2026-2030.
As negociações da COP17 terminaram com um acordo alcançado na madrugada de 31 de Outubro, após mais de 22 horas de discussões. A primeira avaliação mundial do Quadro da Biodiversidade de Kunming-Montreal revelou progressos nas estratégias nacionais, mas confirmou que os países continuam longe de alcançar os 23 objectivos previstos para 2030. Entre os assuntos discutidos estiveram o financiamento ambiental, o funcionamento do Fundo Cali, a participação dos povos indígenas e das comunidades locais e o reforço da cooperação internacional entre biodiversidade e clima. As conclusões contribuirão para a revisão do terceiro Plano Nacional de Protecção da Natureza do Luxemburgo (PNPN3).
Durante a conferência, Serge Wilmes reuniu-se ainda com Inger Andersen, directora executiva do Programa das Nações Unidas para o Ambiente, e Grethel Aguilar, directora-geral da União Internacional para a Conservação da Natureza. O ministro alertou que a perda de biodiversidade ameaça directamente a segurança alimentar, a saúde pública, os recursos hídricos e a capacidade de enfrentar as alterações climáticas. Defendeu uma aceleração dos investimentos e da aplicação dos compromissos internacionais, sublinhando que a protecção da natureza deve fazer parte de todas as políticas públicas.



