Quase 2.000 postos de trabalho poderão ser abrangidos pelo regime de desemprego parcial no Luxemburgo durante o mês de Novembro de 2026. O Comité de Conjuntura recebeu 52 pedidos de empresas, mais cinco do que no mês anterior. Destes, 48 receberam parecer favorável, abrangendo potencialmente 1.990 postos de trabalho equivalentes a tempo inteiro, contra 1.457 em Outubro. A decisão definitiva sobre a concessão dos apoios cabe ao Conselho de Governo.
Dos 48 pedidos com parecer favorável, 27 estão relacionados com dificuldades económicas conjunturais, oito resultam de problemas estruturais associados a planos de manutenção do emprego, sete dizem respeito a situações de força maior, nomeadamente a descida do nível das águas do Reno e de outras vias navegáveis, e seis estão ligados a situações de dependência económica. Apesar do aumento, estes números são apenas previsões e não significam que todos os trabalhadores venham efectivamente a ficar em desemprego parcial.
Os dados relativos a Julho de 2026 mostram uma realidade diferente das previsões. Das 48 empresas que tinham recebido parecer favorável, apenas 27 recorreram efectivamente ao desemprego parcial, estando dois processos ainda em análise. Dos 2.647 trabalhadores inicialmente previstos, 980 foram realmente afectados, contra 953 no mês anterior. Foram contabilizadas 31.171 horas de trabalho não prestadas, com um custo de 729.340 euros para o Fundo para o Emprego, acima dos 714.615 euros registados em Junho.
A reunião, presidida pelo ministro da Economia, Lex Delles, e pelo ministro do Trabalho, Marc Spautz, serviu igualmente para analisar a situação económica nacional e a evolução do mercado de trabalho em Setembro. O Comité emitiu ainda pareceres favoráveis relativos a medidas de pré-reforma por ajustamento para 234 trabalhadores e a cinco pedidos de isenção fiscal sobre indemnizações por despedimento e saída, envolvendo 32 pessoas.



