Cinco peças de vestuário impermeável para crianças foram retiradas do mercado luxemburguês depois de análises laboratoriais terem detectado concentrações de substâncias químicas perigosas muito superiores aos limites permitidos pela União Europeia. Segundo a Administração do Ambiente do Luxemburgo, que divulgou os resultados esta segunda-feira, 19 de Outubro de 2026, os artigos incluem casacos impermeáveis infantis comercializados pela H&M, JBC – Fish&Chips, Sports Direct e QUECHUA, bem como calças impermeáveis da marca Karrimor, vendidas pela Sports Direct. Os produtos foram retirados do mercado em 2025 e sinalizados no sistema europeu de alerta rápido Safety Gate.
A fiscalização realizada no Luxemburgo decorreu em Agosto de 2025, com a recolha de 12 casacos e calças impermeáveis em cinco estabelecimentos comerciais. Cinco dos 12 artigos analisados, cerca de 42%, não cumpriam as normas europeias de segurança, apresentando concentrações excessivas de substâncias perfluoroalquiladas e polifluoroalquiladas, conhecidas como PFAS. Estas substâncias são frequentemente utilizadas para tornar os tecidos impermeáveis e resistentes às manchas, mas algumas podem acumular-se no organismo e estão associadas a problemas nos sistemas imunitário, hormonal e reprodutor. Os riscos são particularmente preocupantes para as crianças.
A operação integrou a campanha europeia CASP 2025, que envolveu autoridades de fiscalização de 12 Estados-membros da União Europeia. No total, foram analisados 128 produtos de consumo corrente, adquiridos em lojas físicas e plataformas de comércio electrónico. Os testes revelaram que 25 artigos, quase 20% do total, não respeitavam as exigências europeias. Cerca de um em cada três impermeáveis infantis continha substâncias químicas sujeitas a restrições, enquanto um em cada três artigos de bijutaria apresentava concentrações excessivas de metais pesados, como chumbo, cádmio e níquel. Estas substâncias podem afectar o desenvolvimento neurológico, os rins e outros órgãos, além de provocarem reacções alérgicas.
Perante os resultados, as autoridades europeias adoptaram medidas para retirar os produtos perigosos do mercado ou impedir a sua comercialização. A Administração do Ambiente do Luxemburgo recomenda aos consumidores que verifiquem a identificação dos fabricantes e distribuidores, sobretudo nas compras pela Internet, e consultem regularmente o portal europeu Safety Gate para conhecerem os artigos sinalizados. Quem tenha adquirido um produto abrangido por um alerta deve seguir as instruções de recolha ou retirada. Os consumidores também podem comunicar problemas de segurança através da plataforma europeia Consumer Safety Gateway. A campanha, financiada pela Comissão Europeia, pretende reforçar a protecção dos consumidores e evitar a circulação de produtos potencialmente perigosos no mercado europeu.



