A cultura e o património de Macau vão ganhar uma montra própria na 17.ª Exposição e Feira de Indústrias Culturais do Estreito, prevista para o final de Outubro de 2026, em Xiamen, na China. Para preparar a participação, a Direcção dos Serviços de Cultura de Macau lançou uma chamada aberta às empresas locais de produtos culturais, que poderão apresentar candidaturas até 7 de Outubro, segundo informação divulgada pelas autoridades da região.
A iniciativa procura reunir produtos que incorporem elementos do património mundial ou do património cultural imaterial de Macau, dando aos criadores e às empresas locais a possibilidade de apresentarem o seu trabalho no pavilhão dedicado à região. Artesanato, referências à cozinha macaense e criações inspiradas na arquitectura, nas festividades e noutras expressões da identidade local poderão, assim, integrar a representação de Macau na feira de Xiamen.
A presença apoiada pelo Governo de Macau pretende divulgar os produtos culturais da região e reforçar os intercâmbios com a China e os países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). De acordo com a comunicação social chinesa, a Exposição e Feira de Indústrias Culturais do Estreito funciona simultaneamente como espaço de negócios e plataforma de diálogo entre diferentes tradições culturais e formas contemporâneas de criação.
Para as empresas macaenses, a participação abre ainda uma porta para a promoção das suas marcas fora do mercado local, através de produtos capazes de reflectir a combinação de influências que caracteriza Macau. A organização pretende que o pavilhão mostre não apenas artigos comerciais, mas também uma identidade cultural onde património, tradição e criação contemporânea convivem, reforçando a projecção de Macau no panorama cultural internacional.



