O apoio do Luxemburgo ao sistema humanitário das Nações Unidas fica reforçado para o período entre 2027 e 2030, através de três novos quadros de parceria estratégica destinados a áreas como o combate à fome, a protecção de refugiados e a coordenação da resposta a crises. Os acordos abrangem o Gabinete de Coordenação dos Assuntos Humanitários (OCHA), o Programa Alimentar Mundial (PAM) e o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), segundo anunciou o Governo do Luxemburgo.
Os novos compromissos foram assinados em Nova Iorque pelo vice-primeiro-ministro e ministro da Cooperação e da Acção Humanitária, Xavier Bettel, durante a semana de alto nível da Assembleia Geral das Nações Unidas. Estiveram presentes Tom Fletcher, secretário-geral adjunto da ONU para os Assuntos Humanitários, Carl Skau, director executivo interino do PAM, e Antón Leis García, alto-comissário adjunto do ACNUR responsável pelas operações. Com o PAM, a cooperação luxemburguesa continuará centrada no combate à fome, no reforço da capacidade das populações vulneráveis para enfrentarem crises e no desenvolvimento de soluções para a segurança alimentar e a nutrição.
A protecção de refugiados e pessoas deslocadas constitui outra das prioridades. A parceria com o ACNUR deverá apostar, entre outras áreas, na inovação, conectividade e soluções digitais que facilitem o acesso a serviços e tornem a ajuda humanitária mais eficaz. Já o acordo com o OCHA reforça o apoio do Luxemburgo à coordenação internacional da assistência e ao chamado «Humanitarian Reset», processo que procura tornar o sistema humanitário mais eficiente e mais orientado para as necessidades no terreno. O país continuará ainda a apoiar fundos humanitários comuns, utilizados para mobilizar rapidamente recursos perante situações urgentes.
O Governo do Luxemburgo enquadra estas decisões num cenário de crescimento contínuo das necessidades humanitárias e reafirma a defesa do direito internacional humanitário e do multilateralismo. A segurança de quem trabalha no terreno merece particular preocupação: dados do OCHA citados pelo Executivo indicam que, desde o início de 2026, 82 trabalhadores humanitários foram mortos, 97 ficaram feridos e 39 foram raptados em diferentes partes do mundo.



