O aprofundamento dos laços económico-comerciais entre o Brasil e o Luxemburgo ganhou uma nova etapa formal com a entrega das cartas credenciais do novo embaixador luxemburguês, Thomas Reisen. O gesto assinala o arranque da sua missão em Brasília e abre espaço para discutir o reforço das relações bilaterais em várias frentes.
A Secretária-Geral do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, embaixadora Maria Laura da Rocha, recebeu o novo representante do Grão-Ducado. De acordo com o portal Brasília in Foco, o encontro representa uma nova fase no diálogo entre os dois países. Um passo protocolar. Também político.
Durante a reunião, os dois responsáveis debateram iniciativas destinadas a estreitar os vínculos económicos e comerciais. A ampliação destas relações é encarada como um dos caminhos para consolidar a parceria, com novas oportunidades de comércio, investimento e cooperação empresarial. O interesse recai, sobretudo, nas dimensões económica, comercial e multilateral.
As relações diplomáticas entre os dois países remontam a 1911. Segundo o Diplomacia Business, ao longo de mais de um século a parceria adquiriu contornos políticos, económicos, financeiros e culturais, com o Luxemburgo a figurar entre os parceiros europeus com investimentos relevantes no Brasil, com destaque para os sectores siderúrgico e financeiro. A abertura da embaixada luxemburguesa em Brasília, em 2017, deu novo fôlego a esta aproximação.
Thomas Reisen chega ao Brasil com uma carreira longa ao serviço da diplomacia do Grão-Ducado. Passou pela representação permanente junto das Nações Unidas, em Nova Iorque, e por quatro anos na delegação junto da UNESCO, em Paris. Em 2020, assumiu funções de director-adjunto para os Assuntos Políticos, com responsabilidade pela Europa de Leste e Ásia Central. Três anos depois, foi nomeado embaixador na Rússia, tendo apresentado credenciais ao presidente Vladimir Putin em dezembro de 2023 — missão que abrangeu igualmente o Cazaquistão e, mais tarde, o Uzbequistão.
A entrega das cópias figuradas constitui apenas uma das etapas iniciais desta missão. Do lado brasileiro, a expectativa é que o novo ciclo alargue os canais de diálogo e impulsione iniciativas de cooperação entre Brasília e o Luxemburgo nos próximos anos.


