O reforço da coesão e da unidade internas voltou ao topo das prioridades da Frelimo, na abertura da quarta sessão extraordinária do Comité Central do partido. As teses que agora seguem para apreciação não podem esgotar-se nos interesses da própria organização, devendo antes espelhar as preocupações e as aspirações da população moçambicana.
Segundo o jornal moçambicano O País, o Presidente da Frelimo, Daniel Chapo, sublinhou o peso da recém-realizada Conferência Nacional, cujas contribuições devem servir de base à definição das grandes linhas de orientação do partido e da governação do país. O processo de elaboração das teses recolheu propostas desde as células, círculos, localidades, zonas e distritos, além do próprio encontro nacional. Falta agora consolidá-las. É esse o material que alimentará o próximo congresso.
A convocação do 13.º Congresso surge como uma das matérias centrais desta sessão. Chapo defendeu que compete ao Comité Central fixar o local e as datas do encontro, um passo que permite arrancar cedo com os preparativos. Para o dirigente, o congresso representa a ocasião certa para traçar o rumo do partido nos próximos anos, enquadrado numa estratégia de transformação económica e de desenvolvimento nacional.
Outro ponto ganhou destaque: o recenseamento dos militantes. O exercício começou este ano, com a distribuição de fichas destinadas a confirmar e actualizar os dados dos membros. A ideia é conhecer melhor quem integra as fileiras. Chapo explicou que o recurso a mecanismos informatizados e digitais deverá tornar a gestão mais rigorosa e reforçar a organização das estruturas partidárias aos vários níveis. Aos membros do Comité Central, deixou um apelo directo — que acompanhem de perto o processo nas províncias, distritos, localidades, zonas e células.


