A celebração de mais de três décadas de Caboswing sobe ao palco do Coliseu dos Recreios, em Lisboa, no dia 11 de setembro, num espectáculo que cruza o passado do género com as vozes que hoje renovam a música cabo-verdiana. Chama-se «Caboswing – Novo & Velho Tour». E junta Gil Semedo a sete convidados especiais, cujos nomes vão sendo desvendados aos poucos.
O conceito é revivalista. Também intergeracional. Segundo a organização, citada pelo jornal cabo-verdiano Expresso das Ilhas, o objectivo passa por celebrar a história do Caboswing sem perder de vista o futuro da música cabo-verdiana e lusófona. Gil Semedo promete revisitar alguns dos temas mais marcantes do seu percurso, num diálogo entre o legado que construiu e os novos sons que despontam no arquipélago.
A revelação dos convidados faz-se a conta-gotas — um nome por dia, ao longo de uma semana, nas redes sociais do artista. Serão sete participações, seleccionadas para representar diferentes momentos, estilos e gerações da música. A organização admite que daí possam nascer encontros inéditos, ou há muito aguardados pelo público, numa noite pensada para celebrar não apenas o artista, mas o próprio movimento cultural que o Caboswing encarna.
O género tem em Gil Semedo um dos seus pioneiros. Ajudou a desenvolvê-lo e a projectá-lo para lá das fronteiras cabo-verdianas, erguendo ao longo de mais de trinta anos uma ponte entre a tradição das ilhas e as linguagens musicais contemporâneas. É esse arco — do que foi ao que está a acontecer actualmente — que a digressão procura reflectir.


