Um episódio de forte calor instala-se progressivamente sobre todo o território, e uma vigilância laranja entra em vigor no sul do país a partir de quinta-feira, 13 de agosto. A medida deverá manter-se até sexta-feira, 14 de agosto, inclusive.
Para avaliar a situação meteorológica e as suas possíveis consequências para a população, a Célula de Avaliação dos Riscos de Intempéries e Inundações (CERI) reuniu-se na manhã de quarta-feira.
O calor mais intenso chega a partir de quinta. No sul, esperam-se máximas entre os 34°C e os 36°C nesse dia, subindo para valores entre os 35°C e os 37°C na sexta-feira. As noites trarão pouco alívio: as temperaturas nocturnas deverão permanecer elevadas, entre os 18°C e os 21°C, o que limita o arrefecimento durante a noite. No norte do país, um nível de stress térmico semelhante só será atingido pontualmente.
A vigilância laranja é accionada quando se prevê um forte stress térmico durante pelo menos dois dias consecutivos. A avaliação assenta num indicador de temperatura sentida, que combina vários parâmetros — a temperatura do ar, a humidade, o vento e a radiação solar. O calor prolongado pode provocar fadiga e esgotamento, sobretudo em caso de exposição ao sol ou de actividade física.
Os grupos mais vulneráveis exigem atenção redobrada. O risco para a saúde é maior entre pessoas idosas, crianças de tenra idade, doentes crónicos, pessoas com perturbações de saúde mental, quem toma determinados medicamentos e indivíduos isolados. A desidratação e o golpe de calor são as ameaças mais imediatas, em particular durante exposições prolongadas ou esforços físicos intensos.
As recomendações das autoridades são simples. Beber água com regularidade ao longo do dia, pelo menos 1,5 litros. Evitar a exposição directa e prolongada ao sol nas horas de maior calor, entre as 11h e as 21h. Manter a habitação o mais fresca possível, com estores, cortinas e janelas fechados durante o dia e arejamento à noite. Preferir refeições leves e ricas em água, com destaque para a fruta e os legumes. Usar roupa leve, larga e de cor clara, e proteger a cabeça nas deslocações. Limitar o esforço físico nas alturas mais quentes. Permanecer, sempre que possível, em espaços frescos ou climatizados. E não esquecer as pessoas sensíveis próximas, telefonando-lhes com regularidade.
Há sinais que não devem ser ignorados. Temperatura corporal elevada, dores de cabeça, náuseas, confusão, sonolência ou perda de consciência podem indicar um golpe de calor. Perante estes sintomas, convém contactar rapidamente um profissional de saúde. Em caso de urgência, o número a marcar é o 112.
O calor traz ainda outro perigo. O Corpo Grão-Ducal de Incêndio e Socorro (CGDIS) alerta para o risco acrescido de fogos de vegetação em períodos de forte calor e seca, apelando à máxima prudência nas actividades ao ar livre e a que se evite qualquer comportamento capaz de dar origem a um incêndio.
A pressão sobre a água também não abranda. A Administração da Gestão da Água (AGE) recorda que a fase de vigilância relativa ao abastecimento de água potável a nível nacional está em vigor desde 10 de julho de 2026. O calor tende a aumentar o consumo, num momento em que os recursos permanecem sob tensão. Cidadãos, empresas e colectividades são chamados a prosseguir os esforços de poupança, limitando os usos não essenciais de água potável e respeitando as eventuais instruções comunais.


