Um financiamento de 250 milhões de dólares destinado ao desenvolvimento do norte de Moçambique arranca com uma exigência clara: rigor absoluto e responsabilidade na gestão de cada recurso. A ordem partiu de Daniel Chapo. O Presidente da República moçambicano falava em Pemba, capital de Cabo Delgado, durante o lançamento do programa MozCommunity.
O envelope financeiro provém do Banco Mundial e será aplicado pela Agência de Desenvolvimento Integrado do Norte (ADIN). Abrange 56 distritos das províncias de Cabo Delgado, Nampula e Niassa. É nestas três parcelas do território, marcadas pela instabilidade e pela pressão dos conflitos, que o dinheiro deverá traduzir-se em obra concreta.
Chapo foi directo quanto às expectativas. Exigiu planificação cuidada e alertou para as falhas e ineficiências que podem comprometer as metas traçadas. De acordo com o Jornal Notícias, o Chefe de Estado insistiu na necessidade de evitar quaisquer lapsos capazes de pôr em causa os objectivos definidos pelo Governo para o projecto.
O tom foi de aviso. «Os gestores que desperdiçam recursos e colocam em risco o futuro deste país com uma má gestão não terão lugar neste Governo», declarou. «É inaceitável que se devolvam fundos internacionais que o povo necessita para mais escolas, estradas e hospitais. Queremos ver acções concretas em todos os 56 distritos e nas 80 localidades prioritárias da primeira fase do programa.»
A mensagem tinha destinatários bem identificados — os dirigentes a todos os níveis. Em visita de trabalho a Cabo Delgado, o Presidente pediu compromisso verdadeiro com o êxito da iniciativa e sublinhou que os recursos existem para chegar às comunidades, não para se perderem pelo caminho.


