As uniões prematuras, a violência de género e o abandono escolar mantêm-se como os principais entraves à integração plena da mulher no desenvolvimento da província moçambicana do Niassa. A discriminação, as limitações no acesso a oportunidades económicas e a reduzida participação nos espaços de tomada de decisão completam um quadro que continua a pesar sobre milhares de mulheres. O aviso surgiu durante as celebrações do Dia da Mulher Pan-Africana.
O alerta partiu da governadora provincial, Judite Massengele. Na sua intervenção, manifestou preocupação com o agravamento da violência baseada no género — um fenómeno que, sublinhou, continua a comprometer os esforços de promoção da igualdade e do empoderamento feminino.
Os números acompanham a inquietação. Em 2025 foram registados 1.316 casos de violência baseada no género na província, contra 1.286 no período homólogo anterior, o que representa um aumento de 2,55 por cento. Os dados foram avançados pela própria governante e citados pelo Jornal Notícias.
O fenómeno, insistiu, mina os progressos alcançados na igualdade e no empoderamento das mulheres. E enquanto se mantiverem as uniões prematuras, a discriminação e o afastamento das raparigas da escola, a integração plena da mulher no desenvolvimento do Niassa continuará por concretizar.


