A valorização e a promoção da língua portuguesa nas escolas foi colocada como pilar essencial para o reforço da identidade cultural e linguística de Timor-Leste e para a consolidação dos laços no espaço da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). De acordo com o jornal The Dili Weekly, o Presidente da República, José Ramos-Horta, atribuiu às instituições de ensino um papel determinante na integração do idioma no tecido social do país e na sua afirmação junto dos restantes Estados-membros da comunidade lusófona.
O chefe de Estado sublinhou que cabe à escola um lugar central no processo educativo e na transmissão deste legado às novas gerações. «A escola tem um papel pleno na promoção e valorização da língua portuguesa junto dos estudantes, para que estes a promovam, por sua vez, na sociedade», declarou. Horta defendeu ainda que o Governo deve criar actividades que envolvam alunos, professores e comunidades, reflectindo o compromisso firme do país com uma educação que forme cidadãos conscientes e participativos, em estreita ligação com a sua identidade cultural e linguística.
O idioma foi descrito pelo Presidente como um espaço vibrante de encontro entre povos, culturas e gerações, tanto em Timor-Leste como no conjunto da CPLP. «Uma língua falada por mais de 260 milhões de pessoas não é apenas um património comum, mas também um compromisso colectivo; o português mantém-se como o elo que nos une e como a força que nos projecta para o mundo», salientou, frisando que a responsabilidade de transmitir esse legado recai sobre a escola e a comunidade escolar.
Presente na mesma ocasião, a ministra da Educação, Dulce de Jesus Soares, reiterou que a língua portuguesa constitui uma componente cultural estruturante no espaço da CPLP e que, enquanto idioma oficial de Timor-Leste, deve ser plenamente assumida no sistema de ensino. «O Ministério da Educação continua a esforçar-se por criar políticas diversas para a implementar nas escolas, de modo a que todos os estudantes saibam falar português e possam, depois, promovê-lo na sociedade», afirmou a governante.
Soares descreveu o português como um elemento estrutural da identidade colectiva e uma janela aberta para o mundo, recordando que os resultados no terreno têm sido encorajadores. «Acreditamos que os nossos professores se têm empenhado fortemente na formação dos alunos, e nas visitas escolares que realizámos observámos muitos estudantes a comunicar bem em português», concluiu. Para Timor-Leste, o idioma representa, simultaneamente, um instrumento de comunicação e um símbolo da identidade nacional.


