O aprofundamento das relações bilaterais e o avanço do processo de alargamento da União Europeia estiveram no centro de uma série de encontros diplomáticos de alto nível, nos quais se destacou o apoio do Luxemburgo aos progressos recentes de três países candidatos a aderir ao bloco. Em causa esteve, sobretudo, o reconhecimento dos passos dados pela Ucrânia, pela Moldávia e pelo Montenegro nas respectivas trajectórias de adesão, num momento em que o tema do alargamento volta a ganhar peso na agenda europeia.
Os contactos realizaram-se a 15 de Junho de 2026 e reuniram o primeiro-ministro Luc Frieden e o vice-primeiro-ministro e ministro dos Negócios Estrangeiros e do Comércio Externo, Xavier Bettel, com vários dirigentes da região. Ambos mantiveram conversações com o primeiro-ministro do Montenegro, Milojko Spajić, e com o vice-primeiro-ministro da Ucrânia responsável pela integração europeia e euro-atlântica, Taras Kachka. Luc Frieden teve ainda uma entrevista com o seu homólogo moldavo, Alexandru Munteanu, ao passo que Xavier Bettel recebeu a vice-primeira-ministra da Moldávia, Cristina Gherasimov, e o vice-primeiro-ministro e ministro dos Negócios Estrangeiros montenegrino, Ervin Ibrahimović. Segundo o comunicado do Governo do Luxemburgo, o objectivo foi reforçar as relações bilaterais com os três países, tendo igualmente figurado na ordem de trabalhos os principais temas da actualidade europeia e internacional.
No capítulo do alargamento, os dois responsáveis luxemburgueses felicitaram a Ucrânia e a Moldávia pela abertura do grupo de capítulos relativos aos Fundamentos, etapa considerada decisiva no percurso negocial com Bruxelas. Ao Montenegro foram dirigidos cumprimentos pelo encerramento provisório de dois capítulos adicionais, sinal de que Podgorica continua a consolidar a sua posição entre os candidatos mais avançados aos olhos das instituições europeias.
Frieden e Bettel sublinharam que o Luxemburgo está empenhado numa União Europeia forte e unida, defendendo que qualquer futuro alargamento deve constituir também um investimento geopolítico na estabilidade, na prosperidade e na segurança do continente. Reiteraram a importância do respeito pelos critérios de Copenhaga e salientaram que o processo de adesão tem de continuar assente no mérito próprio de cada país, encorajando os três Estados a prosseguir a aplicação das reformas necessárias para se conformarem ao acervo comunitário.


