O fortalecimento do subsistema comunitário de saúde e a urgência de reduzir os índices de mortalidade materna, neonatal e infantil estiveram no centro da abertura de um fórum nacional, esta manhã, em Maputo. O encontro propõe-se acelerar as medidas consideradas indispensáveis para inverter números que continuam a pesar sobre as mães e as crianças moçambicanas, colocando a reflexão sobre a saúde comunitária no topo das prioridades do sector.
Coube à Primeira-Ministra, Benvinda Levi, dar início aos trabalhos do Fórum dedicado ao Subsistema Comunitário de Saúde e à Redução da Mortalidade Materna e Infantil. A iniciativa visa promover uma reflexão aprofundada sobre o reforço da resposta sanitária de base comunitária e definir o caminho para diminuir, de forma efectiva, a mortalidade que afecta sobretudo as gestantes, os recém-nascidos e as crianças de tenra idade.
A sessão reúne membros do Governo, representantes de diversas organizações internacionais, profissionais de saúde, académicos, parceiros de cooperação e organizações da sociedade civil. O objectivo passa por criar um espaço produtivo de debate e de troca de experiências, capaz de gerar propostas concretas e de contribuir para a melhoria das condições de saúde da população moçambicana.
De acordo com o Jornal Notícias, a iniciativa surge num momento em que a saúde pública se mantém como preocupação central das autoridades, exigindo atenção continuada e intervenções eficazes. O desafio, sublinhado ao longo do fórum, é transformar as dificuldades persistentes em avanços palpáveis no bem-estar das comunidades, com particular enfoque na protecção das mães e das crianças.


