A campanha de exportação da castanha de caju da Guiné-Bissau para 2026 entrou na sua fase decisiva com a abertura oficial da Báscula de Exportação no Porto de Bissau, marcando o início do escoamento internacional de um produto que sustenta mais de 60 por cento da população guineense. A cerimónia foi presidida pelo ministro do Comércio e Indústria, Jaimentino Có, e contou com a presença dos ministros da Economia, Plano e Integração Regional, Mamadú Mudjetaba Djaló, e dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital, Florentino Mendes Pereira.
Segundo a Agência de Notícias da Guiné-Bissau (ANG), desde o arranque da campanha já chegaram à capital, Bissau, 102 mil toneladas de castanha. Para a exportação, foram emitidas licenças a 17 empresas, das quais 10 se declararam prontas para exportar de imediato 20 mil toneladas. O Executivo guineense fixou o preço de referência em 410 francos por quilograma e a previsão total de exportação situa-se nas 200 mil toneladas para esta campanha, que foi oficialmente inaugurada a 11 de Março.
No discurso de abertura, Jaimentino Có sublinhou o carácter estratégico desta fase, descrevendo a exportação como a etapa fundamental do processo de comercialização e escoamento da castanha. O ministro anunciou ainda a implementação de reformas destinadas a garantir uma distribuição mais equitativa dos benefícios gerados pelo sector, com o objectivo declarado de reduzir a pobreza da maioria da população e evitar que os lucros se concentrem num pequeno grupo de operadores. Para esse efeito, o ministério criou, em todas as regiões do país, um Sistema de Gestão de Dados que permitirá controlar o processo de comercialização e monitorizar a actividade das empresas licenciadas.
O novo sistema de rastreabilidade fornecerá dados detalhados sobre a quantidade de castanha adquirida no terreno por cada empresa com licença de operação, conferindo ao Governo uma visão integrada de toda a cadeia de valor. “Assim, iniciamos hoje o processo de exportação e peço a todas as instituições presentes que continuem a colaborar, partilhando informações para facilitar uma harmonização de dados ao final do processo”, afirmou Jaimentino Có, apelando à cooperação entre todos os agentes envolvidos na campanha.


