O reforço da defesa europeia, a continuidade do apoio à Ucrânia e a escalada das tensões no Médio Oriente concentraram os trabalhos da reunião informal dos ministros dos Negócios Estrangeiros da Aliança Atlântica, realizada a 21 e 22 de maio em Helsingborg, na Suécia. O encontro serviu sobretudo para preparar a cimeira da NATO marcada para Ancara, nos dias 7 e 8 de julho de 2026, e para alinhar posições entre os 32 aliados num momento marcado por desafios securitários simultâneos no flanco oriental europeu e no Médio Oriente.
A unidade dos aliados foi apresentada como condição essencial para a credibilidade da postura de dissuasão e defesa da Aliança, com o vice-primeiro-ministro e ministro dos Negócios Estrangeiros e do Comércio Externo do Luxemburgo, Xavier Bettel, a defender a construção de uma Europa mais forte dentro de uma NATO mais forte. Segundo o responsável luxemburguês, o continente deve assumir maiores responsabilidades em matéria de segurança e defesa, reforçando as suas capacidades estratégicas, a sua resiliência e a sua autonomia, num esforço que já está efectivamente em curso no seio da Aliança. Bettel sublinhou ainda que o aumento das despesas militares, por si só, não será suficiente, sendo necessário investir de forma mais eficiente nas indústrias de defesa, aprofundar a coordenação das capacidades e das bases industriais e estreitar a cooperação com os parceiros, sobretudo no quadro da União Europeia.
No que respeita à Ucrânia, o apoio dos aliados deverá manter-se forte, previsível e duradouro, com o compromisso assumido de prosseguir os esforços em favor de uma paz justa, sustentável e fundada no direito internacional. Neste momento, a Rússia não demonstra qualquer vontade real de se empenhar de boa-fé num cessar-fogo e mantém os ataques contra as infra-estruturas e as populações civis em território ucraniano, posição que motivou um encontro bilateral entre Xavier Bettel e o ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Andrii Sybiha, à margem dos trabalhos. O Governo do Luxemburgo reiterou o seu empenho na procura de uma solução negociada que respeite a soberania e a integridade territorial do país agredido.
A situação no Médio Oriente, em particular no estreito de Ormuz, foi igualmente abordada pelos aliados, dadas as repercussões directas na segurança regional, na economia mundial e no quadro humanitário internacional, considerações que afectam de forma imediata a Aliança. O Luxemburgo voltou a defender uma desescalada e uma solução diplomática para as tensões na região. Os trabalhos foram complementados por uma recepção e um jantar informal oferecidos pela ministra dos Negócios Estrangeiros sueca, Maria Malmer Stenergard, com a presença dos reis da Suécia e do primeiro-ministro Ulf Kristersson.


