A situação económica internacional, marcada por tensões comerciais crescentes e pelo conflito no Irão, e o estado das finanças públicas luxemburguesas estiveram no centro do primeiro encontro deste ano entre o Governo do Luxemburgo e os parceiros sociais no âmbito do diálogo social nacional associado ao Semestre europeu, realizado no dia 27 de Abril de 2026.
A reunião, que contou com a participação dos ministros da Economia, das PME, da Energia e do Turismo, Lex Delles, e das Finanças, Gilles Roth, permitiu avaliar o ciclo de 2026 do Semestre europeu e o Relatório de Avanço Anual 2026 (RAA), documento essencial para acompanhar a execução do Plano orçamental e estrutural nacional a médio prazo, apresentado às autoridades europeias em Outubro de 2024 e que traça um panorama da evolução de 2025.
Delles sublinhou o peso do contexto internacional sobre as perspectivas económicas, recordando que, desde 2020, o Luxemburgo tem navegado num ambiente de crises sucessivas e incertezas permanentes. As organizações internacionais já revêem em baixa as suas previsões de crescimento, assinalando simultaneamente uma aceleração da inflação impulsionada pelos preços da energia. Embora as previsões nacionais de Fevereiro de 2026 apontassem para uma retoma gradual, a deterioração recente do ambiente externo impõe cautela. “O Relatório de Avanço Anual 2026 demonstra a vontade do Luxemburgo de continuar num percurso responsável e ambicioso, orientado para o futuro. As transições energética e digital, assim como o apoio à inovação e à competitividade, são prioridades centrais”, afirmou o ministro.
Gilles Roth centrou a sua intervenção na evolução das finanças públicas em 2025, reafirmando o compromisso do executivo com a coesão social, a competitividade das empresas e o aumento do poder de compra dos cidadãos, mesmo num contexto de crescente instabilidade geopolítica. O ministro das Finanças destacou a solidez financeira do Luxemburgo como um alicerce da acção governamental: “A solidez financeira do Luxemburgo é um pilar fundamental da acção governamental, permitindo-nos realizar investimentos anticíclicos, preservar a coesão social e assegurar a sustentabilidade do modelo social do país.”


