Uma obra cinematográfica sobre a luta pela independência de Cabo Verde, filmada em locais emblemáticos como São Vicente e o Tarrafal de Santiago, chega agora ao público através de uma produção que coloca a poesia no centro da resistência ao colonialismo. “O Poeta da Ilha”, realizado por Júlio Silva em parceria entre a Associação de Cinema e Audiovisual de Cabo Verde (ACACV) e a produtora Rotchimar, é descrito pelos seus responsáveis como um veículo de memória, consciência e identidade para as gerações actuais.
A película transporta o espectador para a dura realidade dos campos de concentração, revelando a resiliência de um povo na busca pela liberdade. No centro da narrativa, o protagonista encarna uma geração que soube transformar a palavra escrita em instrumento de luta, preservando a memória dos prisioneiros e exilados e mantendo viva a esperança de libertação do arquipélago.
“No centro da história, o protagonista representa uma geração que soube transformar a palavra em arma de luta, dando voz às memórias dos prisioneiros e exilados, e mantendo viva a esperança de libertação das ilhas”, afirmou o produtor Júlio Silva, sublinhando o papel decisivo dos intelectuais cabo-verdianos na denúncia das injustiças coloniais e na preservação da identidade cultural do arquipélago.
A ACACV destaca que o filme representa uma oportunidade valiosa para que as gerações mais novas se liguem à história da luta pela libertação de Cabo Verde, num momento em que o cinema emerge como poderoso suporte de consciência colectiva. Segundo a associação, “O Poeta da Ilha” não só preserva a memória histórica do arquipélago, como contribui para a formação de uma nova consciência sobre os desafios enfrentados ao longo de séculos de dominação colonial.
A obra foi apresentada na passada sexta-feira, dia 24, numa iniciativa conjunta da ACACV e da produtora Rotchimar.


