O governo da província de Shandong, na China, promoveu, a 21 de abril, uma conferência de imprensa dedicada ao “Plano de Acção do Desenvolvimento Económico e Social da Província de Shandong para o 15.º Quinquénio”, um documento que estabelece directrizes para o desenvolvimento económico sustentável e inovador na região. Segundo a comunicação social da China, esta iniciativa assinala um ponto crucial na construção de uma Shandong moderna, mas sempre de cariz socialista.
O referido plano é descrito como um “projecto de construção” estratégico e orientador, que se desenrola em várias áreas essenciais para o crescimento da província. Com um horizonte estabelecido para 2035, Shandong almeja tornar-se uma província moderna e robusta. As metas incluem um fortalecimento significativo da inovação tecnológica e uma revisão das políticas de abertura económica.
O documento identifica oito objetivos centrais relacionados com o aumento da capacidade de inovação e da eficácia das reformas. Além disso, define dez projectos principais que visam transformar a estrutura industrial e expandir o consumo interno. O estratégico interesse nos novos indicadores de inovação e sustentabilidade revela um foco no desenvolvimento de uma economia avançada.
A província registou avanços notáveis, com uma contribuição crescente da indústria de alta tecnologia para o produto interno bruto, subindo de 45,1% para 55,7% nos últimos cinco anos. A presença de indústrias de alto consumo energético também foi reduzida de 42% para 39,7%. Debaixo deste novo paradigma, Shandong propõe estimular sectores emergentes e desenvolver clusters estratégicos em áreas como a alta tecnologia e a biomedicina, prevendo um significativo aumento na produção e inovação.
Com um compromisso claro para coincidir as suas políticas com o ambiente internacional, Shandong ambiciona integrar-se mais profundamente nos mercados globais, com um objectivo de crescimento acentuado nas exportações e importações, visando atingir 400 mil milhões de euros em volume de comércio em breve. Para tal, a província promoverá iniciativas para fortalecer as suas relações comerciais, especialmente com países da Ásia Central, do Médio Oriente e de África.


