A Frente Revolucionária de Timor-Leste Independente (FRETILIN) no Parlamento Nacional fez um apelo ao Ministério da Saúde para que reavalie o sistema de saúde do país, destacando a importância da prevenção e não apenas a contabilização de números ou percentagens.
Segundo fonte timorense, a Deputada da FRETILIN, Nurima Ribeiro Alkatiri, afirmou que o sistema de saúde atual é fraco e causa um impacto direto na população, uma vez que muitos cidadãos não conseguem obter o atendimento adequado quando necessitam.
Durante uma intervenção na plenária do Parlamento Nacional, em Díli, Nurima expressou a solidariedade da bancada da FRETILIN às famílias que sofrem devido à falência do sistema de saúde. A deputada enfatizou que a situação não afeta apenas um indivíduo, mas também mina a confiança do povo nas instituições públicas.
“É crucial que o sistema de saúde seja considerado em uma situação crítica, quando não pode garantir acesso justo, tanto em termos de tempo como de qualidade,” alertou.
A parlamentar apontou que os principais problemas incluem a falta de medicamentos essenciais, as limitações das instalações em áreas remotas e a fraqueza dos serviços de emergência. Criticou ainda uma declaração da Ministra da Saúde, Élia dos Reis Amaral, relativa à taxa de mortalidade infantil no Hospital Nacional Guido Valadares, a qual considerou carecer de sensibilidade em relação ao valor da vida humana.
“Um caso de falecimento deve ser tratado como uma tragédia que deve ser prioridade absoluta para a análise e reforma do sistema,” declarou.
Em resposta à situação, a FRETILIN propôs medidas como a reafirmação do compromisso em valorizar a vida humana, a realização de auditorias independentes aos hospitais e centros de saúde, e a implementação de um plano estratégico de emergência para a saúde materno-infantil, com um monitoramento contínuo.
Adicionalmente, famílias de pacientes que atualmente acompanham os seus filhos em tratamento no HNGV expressaram insatisfação com o sistema de saúde em Timor-Leste, que consideram ineficaz em responder adequadamente às necessidades da população. Criticaram também a declaração da Ministra da Saúde, que afirmou que os casos de mortalidade infantil ainda são considerados normais, já que menos de 40 por cento dos mesmos são contabilizados.
“Um falecimento infantil é um grande sofrimento para a família, não pode ser considerado normal. O governo deve abordar a situação com seriedade e reformar o sistema,” relataram representantes da comunidade.
Em particular, criticaram a declaração da Ministra da Saúde como inapropriada e insensível ao sofrimento das famílias. Pedem ao governo a adoção de medidas concretas para melhorar o atendimento de saúde, principalmente nos centros de saúde e hospitais nos municípios. Além disso, apontaram a falta de medicamentos, a limitação de equipamentos de saúde e a ineficiência dos serviços de atendimento, o que contribui para um aumento do risco de mortalidade, especialmente entre as crianças.


