Kanye West, envolto numa polémica devido a recentes declarações antissemitas, anunciou na terça-feira, 14 de abril, que adiou o seu concerto agendado para 11 de junho em Marselha. De acordo com informações publicadas pelo jornal Le Monde, o rapper americano afirmou através da rede X: “Após uma longa reflexão, é a minha decisão própria adiar o meu concerto em Marseille até novo aviso”.
No mesmo comunicado, Kanye declarou: “Sei que é necessário tempo para compreender a sinceridade da minha vontade de me redimir. Assumo total responsabilidade pelos meus atos, mas não quero que os meus fãs fiquem no meio deste conflito”. Ele expressou ainda que “aguarda com expectativa os próximos concertos”.
O ministro do Interior francês, Laurent Nuñez, já havia manifestado a sua determinação em proibir a actuação do artista, conhecido também pelo nome de “Ye”. Segundo fontes próximas ao ministro, ele estava a considerar “todas as possibilidades” para intervir sobre o único concerto que Kanye teria em França, conforme avançou o Le Monde.
Desde a anúncio da sua vinda, várias figuras políticas de Marselha criticaram a sua presença, declarando-o persona non grata. O próprio prefeito da cidade, Benoît Payan, expressou oposição à actuação de Kanye, afirmando: “Recuso que Marseille seja uma plataforma para aqueles que promovem o ódio e o nazismo descarado. Kanye West não é bem-vindo no Vélodrome, o nosso templo de convivência e de todos os marseilenses”.


