O reforço da vigilância epidemiológica, a prevenção de doenças graves e a melhoria da capacidade de resposta a emergências sanitárias estão entre as prioridades da cooperação entre a Organização Mundial da Saúde (OMS) e São Tomé e Príncipe. O compromisso foi reafirmado pela nova representante da organização no país, Marjorie Mupandaré, que pretende intensificar o apoio técnico às autoridades nacionais, sobretudo na formação dos profissionais de saúde e no controlo sanitário das fronteiras.
A confirmação foi feita durante a entrega das cartas credenciais de Marjorie Mupandaré à ministra de Estado dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Comunidades, Ilza Amado Vaz. Segundo o jornal Téla Nón, a responsável da OMS apresentou uma avaliação positiva dos progressos alcançados pelo arquipélago na área da saúde pública. «De uma forma geral, São Tomé e Príncipe encontra-se num bom caminho no seu programa nacional de saúde pública», declarou, manifestando a intenção de manter uma colaboração estreita com as instituições são-tomenses.
A ameaça de doenças infecciosas no continente africano esteve igualmente no centro das conversações entre a representante da OMS e o ministro da Saúde, Celso Matos. Durante o encontro, foram analisadas as principais necessidades do sistema nacional de saúde, com particular atenção à vigilância epidemiológica nos pontos de entrada e saída do território. Os aeroportos merecem especial atenção, tendo em conta a necessidade de detectar precocemente eventuais casos de doenças graves e impedir a sua propagação. A preparação dos serviços de saúde para responder a situações de emergência constitui outra das prioridades identificadas.
A preocupação com o Ébola foi expressamente referida por Marjorie Mupandaré, que alertou para a presença da doença em alguns países africanos. A representante defendeu o fortalecimento dos mecanismos de controlo sanitário nas fronteiras e garantiu a continuidade da assistência técnica da OMS. «Temos de ajudar o país a reforçar as suas capacidades de vigilância nos pontos de entrada e saída, principalmente nos aeroportos», afirmou. A organização pretende também trabalhar com o Ministério da Saúde para melhorar as competências dos profissionais são-tomenses, contribuindo para uma resposta mais eficaz aos riscos sanitários que possam afectar a população.



