Ramos que se soltam sem aviso são um perigo, muitas vezes ignorado, que acompanha quem se embrenha na mata em tempos de calor extremo. As prolongadas ondas de calor e os longos períodos de seca continuam a debilitar as florestas do Grão-Ducado, e o risco vai muito além do incêndio: aumenta também a probabilidade de queda de ramos e de ruptura de árvores. Mesmo exemplares de aparência saudável podem ocultar danos que não se detectam do exterior — e há árvores que ficam comprometidas na sua totalidade, não apenas num ramo.
A Administração da Natureza e das Florestas (ANF) renova, por isso, o apelo à prudência. O aviso surge na sequência de um acidente na floresta comunal de Berdorf, onde um passeante foi atingido por um ramo que se desprendeu bruscamente de uma árvore.
As indicações são práticas e directas. Convém redobrar a atenção durante passeios e actividades no bosque, sobretudo nos longos períodos de secura. Durante e após tempestades, ventos fortes ou chuvas intensas, o mais sensato é evitar por completo a floresta. Nas pausas, o melhor é procurar espaços abertos, afastados das árvores, e manter-se sempre nos trilhos assinalados.
Nem tudo, porém, fica ao critério de cada um. As interdições temporárias e as medidas de segurança colocadas no terreno devem ser rigorosamente respeitadas. E qualquer actividade capaz de gerar faíscas ou provocar incêndios está simplesmente vedada.
Em caso de acidente, o número a marcar é o 112.


