O contributo luxemburguês para o combate ao maior incêndio florestal alguma vez registado na Bélgica chegou ao fim. Durante 36 horas, equipas do Grão-Ducado apoiaram os bombeiros belgas nas Altas Fagnes. Concluída a missão, iniciaram o regresso a casa.
O fumo, porém, não desapareceu. Continua a chegar ao Luxemburgo, trazendo consigo o cheiro a queimado, e as autoridades recomendam que se mantenham portas e janelas fechadas e que se evite, tanto quanto possível, a exposição ao fumo. A precaução mantém-se enquanto o vasto sinistro do outro lado da fronteira não estiver dominado.
No terreno belga, o cenário permanece difícil. O fogo lavra desde sexta-feira, tendo começado por volta das 13h06 de 14 de agosto perto de Baelen, na província de Liège, e alastrou depressa por um terreno acidentado e turfoso. Ao fim de três dias, cerca de 3.000 hectares de vegetação da reserva natural ficaram calcinados, incluindo uma zona de floresta de resinosas que veio complicar os trabalhos. É o pior incêndio deste tipo alguma vez contabilizado no país.
No terreno mantêm-se cerca de 500 pessoas e mais de 120 veículos. O combate aéreo contou no domingo com seis aparelhos: dois helicópteros da polícia federal belga, dois Chinook enviados pelos Países Baixos e dois aviões suecos, mobilizados ao abrigo do mecanismo europeu de protecção civil. Segundo a estação pública belga RTBF, a frente do fogo está contida em quase toda a extensão, à excepção do flanco leste, onde se estende ao longo de 300 a 400 metros e permanece inacessível às equipas no solo.


