A proliferação de cianobactérias tóxicas obrigou ao encerramento imediato de duas praias do lago de Haute-Sûre, onde o banho passou a estar proibido por razões de saúde pública. A medida abrange as praias de Burfelt e Rommwiss e entrou em vigor logo após a confirmação do problema. As análises realizadas a 10 de agosto de 2026 revelaram a presença dominante da cianobactéria Dolichospermum sp. e vestígios de Microcystis aeruginosa, ambas tóxicas. Os valores de toxinas medidos ultrapassam o limiar de acção.
Algumas espécies destas algas produzem substâncias que representam um risco para as pessoas, para a fauna aquática, para os animais domésticos e para o gado. Por esse motivo, o Luxembourg Institute of Science and Technology (LIST) foi incumbido de acompanhar a evolução das cianobactérias nas zonas de banho oficiais.
Os efeitos do contacto, da ingestão ou da inalação destas substâncias variam em natureza e intensidade. Dores de cabeça. Irritações e queimaduras na pele. Náuseas. Quem sentir problemas de saúde depois de um banho deve dirigir-se ao médico assistente e mencionar o eventual contacto com cianobactérias tóxicas.
Para os planos de água com proliferação significativa, a Administração da Gestão da Água, com base na apreciação da Direcção da Saúde, deixa recomendações claras à população: não permitir que cães e outros animais domésticos bebam a água, evitar qualquer contacto directo e abandonar as actividades náuticas, dos desportos aquáticos à pesca. A quem pesca, o aviso é ainda mais específico — não tocar nos peixes, não consumir o que for capturado e desistir da actividade sempre que os florescimentos sejam visíveis.
Qualquer avistamento de algas azuis no Grão-Ducado pode ser comunicado através da aplicação Bloomin’Algae, sendo depois avaliado por um especialista do LIST. Os registos ficam disponíveis para consulta no portal cyanowatch.lu.
As restantes praias do lago mantêm-se abertas. Falamos de Fuussefeld, Insenborn, Liefrange e Lultzhausen, agora colocadas em fase de pré-alerta por precaução, dado o risco de proliferação. A situação pode mudar a qualquer momento e é actualizada em permanência no sítio da Administração da Gestão da Água.
Uma nota tranquilizadora para quem depende do lago. A água potável não corre perigo. A captação da água bruta faz-se em profundidade, a cerca de 25 metros, junto à barragem de Esch-sur-Sûre, onde a concentração de cianobactérias é muito reduzida, e o sistema de tratamento existente elimina de forma eficaz as toxinas produzidas por estas algas.


