A aposta na energia solar volta a acelerar noLuxemburgo. Foram abertos dois novos concursos públicos para a instalação de centrais fotovoltaicas, num total de 110 megawatts de potência a atribuir, com uma alteração que pode pesar na decisão final: os projectos que prevejam sistemas de armazenamento passam a beneficiar de uma ponderação favorável no momento da classificação e da adjudicação.
Trata-se do terceiro concurso dedicado às instalações agrivoltaicas («agri-PV») e do oitavo destinado a grandes centrais em coberturas e superfícies impermeabilizadas, ambos lançados pelo Ministério da Economia. Que muda face às edições anteriores? No essencial, os dois procedimentos retomam o modelo aplicado em 2025, agora com ajustamentos introduzidos depois de analisados os resultados desse ano. O novo peso dado ao armazenamento de electricidade é a marca comum a ambos.
O primeiro concurso, para centrais agrivoltaicas, coloca em jogo 75 megawatts. O objectivo é claro: assegurar um triplo benefício, conjugando produção agrícola, geração de electricidade renovável e protecção da biodiversidade e da natureza. O processo decorre em estreita colaboração com o Ministério da Agricultura, da Alimentação e da Viticultura e com o Ministério do Ambiente, do Clima e da Biodiversidade. Os proponentes seleccionados beneficiam, durante quinze anos, de um contrato de prémio de mercado pela injecção da electricidade produzida. As candidaturas podem ser entregues até 15 de janeiro de 2027.
O segundo concurso incide sobre superfícies impermeabilizadas — telhados e fachadas de edifícios, mas também coberturas de parques de estacionamento — e reparte 35 megawatts. Também aqui os candidatos vencedores contam com um contrato de prémio de mercado válido por quinze anos. O prazo, neste caso, é bem mais curto: as propostas têm de dar entrada até 30 de outubro de 2026. Ficam assim definidos dois calendários distintos, um de aplicação quase imediata, outro com folga até ao início do próximo ano.


