A marinha francesa interceptou um petroleiro que navegava vindo da Rússia no Mediterrâneo. Esta é a terceira embarcação suspeita ligada ao que tem sido designado de “frota sombra” a ser interceptada pela França nos últimos meses.
“No Mediterrâneo, a Marinha francesa interceptou e abordou mais um navio da frota sombra, o Deyna,” referiu Macron na rede social X. Vários países europeus têm procurado alvo nos petroleiros que fazem parte da chamada “frota sombra” de Moscovo, utilizada para transportar petróleo em violação das sanções ocidentais impostas após a invasão da Ucrânia, que já dura há cinco anos.
As autoridades locais informaram que a marinha interceptou o petroleiro com bandeira de Moçambique – que partiu de Murmansk, no noroeste da Rússia. A operação foi conduzida em coordenação com outros países, incluindo o Reino Unido, que participou no rastreio da embarcação.
O navio, que consta da lista de sanções da União Europeia, estava localizado nas proximidades das Ilhas Baleares, em Espanha, e deverá ser escoltado para águas francesas nos próximos dias, segundo fontes jornalísticas norte-americanas.
Macron reafirmou o compromisso da França em manter a pressão sobre a Rússia para pôr fim à invasão da Ucrânia, considerando as embarcações da “frota sombra” como “lucradores de guerra”, acusando-as de burlarem as sanções internacionais e de violarem a lei marítima. “Eles enchem os seus bolsos enquanto ajudam a financiar o esforço de guerra de Rússia,” declarou.


